quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dorme amor e outros

Dorme amor, dorme

Anoitece.
Feche teus olhos, amor meu,
Agora apenas pense em mim,
Sinta meu perfume de rosa e jasmim,
Minhas mãos acariciam o rosto teu.

Meus lábios a tocar a pele máscula, amorenada,
Meus beijos de seda a passear em ti, sim?
Sinta-me por teu corpo, ousada
A acariciar-te todo, tin tin por tin tin
Sinta – me, firme, sua, enfim.

Imagine – me a olhar –te de olhos famintos, assim,
Pronta a mar – te, voraz
Pense com carinho em mim
E se puder, durma em paz.
 
Elis


Drummonzear

No meio do caminho tinha uma pedra,
Na verdade nem era uma pedra de fato,
Era um seixozinho, um hiato.

E, no entanto, a pequenina pedra,
Informe pedra lançou – me ao chão,
Cai de pronto, tento levantar – me em vão.

Havia uma pedra no caminho,
Uma pétrea e sólida afeição,
E eu que fugia do carinho
Perdi na queda o coração.

Oh doce pedra altaneira
Com posição certeira,
Puseste-me de pronto, sem razão,
Pois tiraste – me o medo e doa - te me a paixão.

Elis

Poderosa

Posso pensar: penso.
Posso perder: perco.
Posso pintar: pinto.
Posso parecer: pareço.
Posso plantar: planto.
Posso procurar: procuro.
Posso pacificar: pacifico.
Posso poetar: poetizo.
Posso pular: pulo.

Posso pular: penso
Posso poetar: pareço.
Posso perder: pacifico.
Posso procurar: perco.
Posso plantar: poetizo.
Posso pintar: pulo.
Posso parecer; planto.
Posso pacificar: procuro.
Posso pensar: pinto.

Posso pausar: pauso.
Posso...
Porque poderes próprios pertencem – me perpetuamente.
Poderosa planta perecível,
Prematura presença pertinente,
Pira perene perdida, porém poderosa.


Fim

Férrea firmeza, foi ferida,
Firmou – se, fortificou – se,
Fidedigna fonte, fidelidade falta,
Fumaça fétida, fosso final.
Fracasso.

Acho que vou te esquecer

Amar assim sem segurança,
Sem um futuro esperar,
Isto sim me faz chorar.

Queria ter o poder, a confiança
De saber viver sem te amar,
Preciso pensar em mim, me respeitar.

Esperado

Amo – te arbórea alma.
Anelo – te anjo ausente.
Amo – te artista angélico,
Anseios, ávidos. Ardente.

Amo – te amanhã.
Amanhã ávido amado.
Afinal, amante apaixonado,
A amparar – me ao acalanto anelado.
Amanhã...  amanhã...amanhã...

Rosa.

Tuas pétalas carmesim, de vários matizes,
Teu perfume a invadir-me, ardente.
Tua força sutil de beleza presente
És rosa perfumada, entre tantas as mais bela.

Rosa de quintal, vermelha a brilhar,
Ainda molhada do orvalho matinal
És bela, sutil, firme e minha afinal.
E impregna com o ar, meu ar.

Infelizmente faltam – me palavras. Rosa,
Para imortaliza–la num poema.
Só te vê assim viva, ardente, glamorosa,
Que tem coração e ama.

Impossível descrever a alegria que inspira-me,
E que só vejo em ti, rosa vermelha,
Em todas vocês, imponente na galha,
Todas, rosas, folhas e botões a florir-me, a sorrir-me.


Maestrina de minhas canções!

Maestrina de minhas canções!

Que me encanta sempre,

Vida que reergue das tormentas,

Alegrias que renascem das cinzas,

Amizade serena, tranqüila

Presente de Deus em toda sua energia

Juventude na alma e no sorriso.

Sonhos e esperanças sutis

Vida minha, amiga minha

Doce Manauense...

Figura que rebrilha em mim.

Elis


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